Meu pai odiava a viúva Dobkins. Ela vivia na casa ao lado, pode parecer estranho, mas o cachorro dela, o Alfie, foi o motivo pelo qual me tornei um detetive. A grama é sempre mais verde no vizinho pelo menos era o que pensava o Alfie, por isso ele sempre estava no nosso jardim e era o meu trabalho leva-lo de volta, mas eu nunca passei de cerca do quintal da viúva Dobkins. Era regra do meu pai, mas no aniversario de oito anos eu quebrei as regras. Devo admitir que minha solidão e obsessão por histórias de detetive preencheram minhas fantasias, então não me lembro muito bem dos detalhes. Exceto um. A viúva Dobkins estava morta. Demorou uma hora inteira para o medico chegar e durante esta hora incerta minha mente de oito anos acelerou, deduzi que a viúva tinha sido morta por um homem com mente doentia, uma mente que a nossa cidade nunca tinha visto antes, ninguém estaria a salvo dele nem mesmo os que ele amava especialmente os que ele amava. É claro que o medico depois concluiu que foi suicídio, mas eu nunca acreditei nisto. E a partir daí minha mente foi aberta para uma nova existência. Desde então, nasceu um detetive. O detetive Fingerling.
domingo, 16 de dezembro de 2007
domingo, 9 de dezembro de 2007
Capítulo 2

Me imagine se você conseguir, como alguém que você já conheceu. Alguém, talvez que você gostasse ou ainda melhor imagine-me sendo como você. Quando eu era criança eu era o melhor da turma, não que gostasse de estudar, mas porque sabia que uma boa educação era a melhor forma de sair dali. Sabe a cegonha me jogou numa destas pequenas cidadezinhas empoeiradas, não tinha nada de errado com elas apesar de minhas notas estarem acima da média nacional. Eu tinha amigos, mas sempre me sentia sozinho. Ninguém deixava a cidade, mas eu não iria morrer ali. Por mais que eu amasse não queria ser igual ao meu pai, ele parecia ser tão distante. E triste. Os números eram sua vida, ele era contador e esperava que eu tomasse conta dos negócios que ele tem, mas eu tinha outros planos. Minha mãe achou graça quando no meu aniversario de oito anos eu anunciei que queria ser detetive, não posso dizer o mesmo sobre meu pai, ele realmente queria que plano para mim deste certo.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Capítulo 1
Pode me chamar de Fingerling. Não é meu nome de verdade, veio de um livro que li quando criança, "Fingerling no zoológico", era encapado com papel que já não se usa mais, tinha uma capa dura verde com uma textura que parecia mosqueada. Possivelmente foi o meu primeiro livro, o engraçado é que não consigo me lembrar o que eu li, a única coisa que me lembro é o nome, "Fingerling", eu queria que fosse meu nome. E agora é.
