Meu pai odiava a viúva Dobkins. Ela vivia na casa ao lado, pode parecer estranho, mas o cachorro dela, o Alfie, foi o motivo pelo qual me tornei um detetive. A grama é sempre mais verde no vizinho pelo menos era o que pensava o Alfie, por isso ele sempre estava no nosso jardim e era o meu trabalho leva-lo de volta, mas eu nunca passei de cerca do quintal da viúva Dobkins. Era regra do meu pai, mas no aniversario de oito anos eu quebrei as regras. Devo admitir que minha solidão e obsessão por histórias de detetive preencheram minhas fantasias, então não me lembro muito bem dos detalhes. Exceto um. A viúva Dobkins estava morta. Demorou uma hora inteira para o medico chegar e durante esta hora incerta minha mente de oito anos acelerou, deduzi que a viúva tinha sido morta por um homem com mente doentia, uma mente que a nossa cidade nunca tinha visto antes, ninguém estaria a salvo dele nem mesmo os que ele amava especialmente os que ele amava. É claro que o medico depois concluiu que foi suicídio, mas eu nunca acreditei nisto. E a partir daí minha mente foi aberta para uma nova existência. Desde então, nasceu um detetive. O detetive Fingerling.
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